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SINOPSE
O som da campainha do telefone faz com que o “Homem” acorde apavorado. Atende e anota o o resumo da conversa numa folha de papel quadriculado que mete no bolso do pijama.
A “Mulher” sob o efeito de álcool e comprimidos, maquilha-se fechada na casa de banho.
Começa aqui o percurso do “Homem”, que passa mais de vinte e quatro horas acordado no exercício da sua militância política, para preparar e executar a missão de levar um companheiro de luta, até à fronteira, para este dar o “salto”.
Também o dar a mão à “Mulher” ajudando-a a resolver o problema mais imediato que é a entrada numa clínica, para fazer uma desintoxicação, e a atenção a ter com os seus dois filhos em que mais uma vez vão ficar com a mãe ausente, são tarefas a cumprir nessas horas.
Desde cedo de manhã até à meia noite, hora decidida para arrancar com o “Júlio” no Volkswagen vermelho, até perto da fronteira, local combinado de encontro com o “Passador”, o “Homem” desdobra-se em inúmeras tarefas que vão desde arranjar documentos falsos, marcar o ponto no seu local de trabalho, entrevista com um psiquiatra num bar de hotel, manter o “Júlio” escondido ao longo do dia, conversar e levar os filhos para casa dos avós, comungar na missa das sete como era seu hábito, uma breve passagem na clínica para ver a “Mulher”, até uma reunião clandestina com os camaradas de luta.
Da meia noite às quatro, Homem e Júlio viajam até ao local acertado com o “Passador”.
Horas depois, com a luz do nascer do dia, o “Júlio” já em liberdade, o Homem sente um vazio ao entrar em casa, de cansaço e por não encontrar ninguém, mas com um enorme sentimento de gratidão.
O Homem corre as persianas da janela do seu quarto, deita-se na cama e adormece.
Ficção |
FICHA TÉCNICA
Realização | João Pinconé
Produção | Real Ficção
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