ME GUSTA EL CHE
 
 

SINOPSE

Lisboa, final da década de 50. O país está parado à beira de uma piscina de hotel. A alta burguesia forma um friso dolente
e mudo, sentada em cadeiras, debaixo de guarda-sóis de um colorido cinzento. Um ruído inaugural de uma mulher que
agita a água da piscina rompe a placidez. Sorri, jovem e desafiadora. É ANNIE.
Havana, meados da década de 60. Uma mulher fardada caminha pelo passeio, de costas. Atravessa a estrada e
vira-se ao som estridente do escape de um carro. Vemos-lhe o rosto, a pele morena do sol, o sorriso que se desenha.
É ANNIE.
Num espaço cénico teatral, um quarto riscado de sol e persianas, uma mulher olha intrigada um vestido vermelho
vibrante pendurado na parede. É ANNIE.
Duas vidas e um sonho que se desenrolam deixando descobrir a verdade e as contradições de um percurso singular e
intrigante.
A vida de uma rapariga, filha de família no Portugal do Estado Novo, que se casa com um diplomata suíço e vai viver
para Cuba, e depois a de uma mulher independente e livre, que vive para a revolução comunista cubana até já não
haver heróis. A pontuar: o momento suspenso no tempo em que a rapariga/mulher se apaixonou por um mito
de nome Che Guevara, abrindo o seu inconsciente aos desejos e anseios que a rodeiam.
Esta é a história de Ana Maria "Annie" Silva Pais, a filha do director da PIDE que deixou para trás tudo e todos para
se dedicar de corpo e alma à revolução cubana, causando um grave incidente diplomático ao Portugal de António
de Oliveira Salazar.

Ficção |


FICHA TÉCNICA

Realização | Rui Simões
Produção | Real Ficção